quarta-feira, 13 de março de 2013

Obama, o socialista Fabiano


Publicado em 11 de março de 2013 por Esquerdopatia
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Por Jerry Bowyer, da revista Forbes

Barack Obama é um socialista Fabiano. Eu deveria saber, pois eu fui criado por um. Meu avô trabalhou como maquinista sindicalizado para a empresa Ingersoll Rand. Após a sua morte, voltei para casa e comecei a ler os livros de sua biblioteca, começando com “O Folclore do Capitalismo”, de T.W. Arnold. Esta foi a minha introdução aos socialistas fabianos.

Fabianos acreditavam na nacionalização gradual da economia através da manipulação do processo democrático. Romper com os socialistas revolucionários violentos do passado, eles consideravam ser a única maneira real para efetuar “mudança fundamental” e “justiça social”, através de um movimento de massas da classe trabalhadora, presididas por elites intelectuais e culturais. Quando ainda não havia a televisão, o veículo era as peças de teatro, escritas por George Bernard Shaw e por milhares de dramaturgos “realistas” menos importantes, dedicados à mudança social. O personagem de John Cusack no filme de Woody Allen “Tiros na Broadway” capta a ideia do movimento muito bem.

Arnold me ensinou a questionar todos – meu presidente, meu sacerdote e meus pais. Bem, quase todos. Eu não deveria questionar os intelectuais Fabianos. Este é o modus operandi Fabiano – implacáveis ​​ataques culturais e jornalísticos sobre tudo o que existe – e depois pavimentar as coisas com a esperança de transformá-las no que poderiam vir a ser.

Esse é o mundo de Obama.

Ele está dizendo a verdade quando ele diz que não concorda com as táticas violentas do terrorista Bill Ayers(1), mas é um desacordo apenas no sentido tático. Por que usar dinamite quando a mídia de massa e os líderes comunitários (eufemismo para agitador comunista) fazem um trabalho muito melhor? Quem precisa de coquetéis Molotov quando você tem Saul Alinsky(1)?

Então aqui está a cartilha: A esquerda vai identificar, congelar, personalizar e polarizar um setor da economia – provavelmente a saúde pública. Ele tentará estatizar um quinto da economia dos EUA por meio da ação legislativa. Eles vão se concentrar, como fez Lênin, sobre os “postos de comando” da economia, e não o Zé Ninguém.

Como disse Obama, as empresas “menores” estarão isentas de multas por não “fazerem a coisa certa”, ou seja, por oferecerem empregos com plano de saúde paga pelo empregador. O sistema de saúde não será nacionalizado em uma só canetada, pois eles aprenderam com os erros cometidos por Hillary Clinton. Em vez disso, um sistema paralelo será criado, financiado por meio de sobretaxas incidindo sobre folha de pagamento das empresas, que será maior do que muitos planos privados.

O sistema antigo será forçado a subsidiar o novo sistema e não haverá uma mudança gradual da primeira para a segunda. A coerção será feita mediante a aplicação de multas, e não pela obrigatoriedade de participação. Um “direito” da classe média terá sido criado.

Pode não ser a saúde pública não seja o primeiro alvo, que poderia vir a ser o setor de energia, embora eu suspeite que a energia seja estatizada de forma muito mais gradual. A proibição de exploração de petróleo offshore que ele não conseguiu pela via legislativa será feita por meio de decretos executivos, mas poderia muito bem ser também por meio de um sistema de revisão de concessões. Este sistema de concessões, teoricamente, permite a perfuração, porém com níveis infinitos de oposição por parte dos grupos contrários à ideia. Energias eólica e solar, por outro lado, não terão problemas, com o ônus de um subsídio pesado a ser pago pelos contribuintes.

O sistema bancário já foi parcialmente estatizado. Bush e Paulson tinham a intenção de que as ações compradas pelo governo fossem apenas ações preferenciais nominais, sem direito a voto no Conselho de Administração dos bancos ajudados pelo governo, mas a lei não especifica isso. Quão difícil será para Obama, novo titular de US $ 700 bilhões em capital próprio do banco, para exigir “responsabilidade” e uma “voz” para os contribuintes?

Os mercados de capitais não estão congelados ainda, principalmente por causa do que aconteceu (bolha imobiliária), embora os agitadores comunistas exijam uma “ação afirmativa” para facilitar crédito hipotecário para pessoas com crédito duvidoso, algo que fez um mal enorme para o sistema de crédito. Os mercados estão tentando enxergar o horizonte vindouro.

Uma rápida revisão das estatizações socialistas na Venezuela, em 1999, Espanha, em 2004 e Itália em 2006, mostrou o mesmo padrão: os mercados de ações caíram agudamente antes dos “Hugos Chávez da vida” tomarem o poder. Investidores enxergam antecipadamente as mudanças na política, pois é parte de seu trabalho.

Não só os mercados de capital, como também os mercados de dívida fazem a mesma coisa. Onde quer que eu vá, eu ouço queixas sobre os banqueiros “concentrando” capital. “Concentração” é uma palavra que ouvi muitas vezes de socialistas violentos como Lênin e Mao. Também ouvi o mesmo termo vindo da esquerda democrática, como fizemos durante a década de 1930, nos Estados Unidos. Os bancos, dizem-nos, são gananciosos e miseráveis, segurando o capital que deveria ser usado no mercado.

Bem, o que eles são, afinal? Gananciosos ou miseráveis? Ganancioso e miserável não são a mesma coisa. Os bancos podem captar aplicações de correntistas pagando taxas bem, bem baixas hoje em dia, assim como puderam durante a Grande Depressão.

Então, por que não concedem empréstimos aos correntistas? Porque o socialismo é um ambiente muito cruel para os credores. Alguns dos membros mais poderosos do Congresso estão falando abertamente sobre o seu repúdio à concessão de novas hipotecas. As autoridades locais já têm feito isso, simplesmente se recusando a emprestar a mutuários notoriamente inadimplentes. E, é claro, há a mais antiga forma de repúdio de dívida, a inflação. Mesmo que você receba seu dinheiro de volta, ele não vai valer mais nada (os Estados Unidos não utilizam correção monetária em seus balanços). Quem gostaria de emprestar dinheiro em um ambiente como este?

Obama vai ser um socialista radical como Hugo Chavez ou será um “socialista moderado” como Atlee Clement, “socialismo moderado” este usado para derrotar Churchill após a Segunda Guerra Mundial? Eu não sei, mas eu suspeito que algo entre os dois. É mais provável que esta socialização seja uma questão de papelada.

O impacto da propaganda psíquica será poderoso. Os camisas-marrons (tropa de segurança hitlerista, no tempo do nazismo) cibernéticos vão vomitar ódio, os sindicalistas vão inundar os programas de TV com ligações telefônicas histéricas contra quem se atrever, “além dos limites”, a criticar Obama. Em paralelo a isso, Obama vai usar os programas de televisão da cultura pop, tais como The Daily Show e Saturday Night Live, para humilhar e demonizar aqueles de nós que não quiserem “se unir e curar o planeta”.

Prepare-se, pois você esta prestes a presenciar discursos raivosos.

Jerry Bowyer é economista-chefe do Benchmark Financial Network e colaborador da CNBC.

Notas:

(1) Para entender melhor como funciona a mente de Obama, seu passado e quais foram seus mentores intelectuais, recomendo a leitura dos seguintes artigos, ordenados por correlação com o artigo acima:

 Você sabe quem é Barack Hussein Obama?

Reeleito, Obama põe em prática seus velhos hábitos de agitador comunista

O futuro assustador que nos aguarda

(2) Para entender melhor sobre o socialismo Fabiano, indico um artigo publicado por Olavo de Carvalho, no Diário do Comércio.

Fonte: Revista Forbes (artigo de domínio público)

Reprodução parcial ou integral permitida, desde que citadas as fontes.

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