sexta-feira, 28 de novembro de 2014

CONSERVADORISMO: A VOZ MUDA DA ALMA BRASILEIRA.




Nas últimas eleições o Brasil, ou melhor, seus atuais representantes eleitos passam a surpreender-se com um fenômeno que, como estava em um campo do conhecimento que não se enquadra tão só na visão eleitoral, estava como sempre estará fora do alcance de suas lentes. A negação contra os programas de governos mais revolucionários que ousaram assim se autodenominar, foram radicalmente repudiados.

O Brasil, e a alma do povo brasileiro, seus receios, angústias, glórias  e falhas vieram a tona não respeitando os formadores de opinião, as previsões dos institutos de pesquisa, as teorias acadêmicas engessadas em um marxismo jurássico ou servido como um novo drink que seria o marxismo cultural, até então em voga em todas as instâncias no atual processo político e cultural em que vivemos. Porém, apesar de um dado nos parecer contraditório e caber a pergunta: “Ora, como a ‘alma conservadora’ do país se mostra dentro de um contexto onde o marxismo cultura é predominante”? Porém, uma boa parte das pessoas atingidas por este fenômeno e que notadamente declaram seu voto no PT, só o fazem, pois associam automaticamente a política social deste partido a ideia de caridade que muitos vivenciaram dentro do cristianismo, ou melhor, dentro de um catolicismo aguado e difuso. 

Talvez esse tenha sido a principal sacada dentre tantas em que o PT conseguiu, pois, soube que além de um eleitorado conservador, o brasileiro também é extremamente caridoso. É nessa via em que todas as qualidades humanas, onde a maioria delas foram vistas no cristianismo, sobretudo pela igreja católica, pela imagem de santos, pela caridade, pela assistência aos enfermos, foi automaticamente transferida e cooptada pela esquerda, não sem antes plantar um discurso de ódio contra as elites de modo que ao posso que a caridade agora transformada em “programas sociais” foi implantada, junto com a mesma a ideia da mais pura vingança e ódio contra “as elites” não pode deixar de ser feita. 

Assim, o estudo necessário sobre a “nova direita” no Brasil, ou, o “surgimento do conservadorismo”, nada mais é do que uma leitura falha, inepta ou no mínimo irresponsável, uma vez que nada mais do que se esta fazendo é admitindo as características da psicologia social de um país que sempre foi conservador em suas ações, que sempre rejeitou temas como casamento gay, aborto, eutanásia, ou quaisquer outras características externas a suas vontades e implantadas pelo marxismo cultural que está a erodir os valores que ainda nos restam.

Paralelo a este fenômeno há uma onda de novos intelectuais, muitos deles ainda em formação que há anos, baseados em um estudo silencioso, que não ocupa os meios acadêmicos tem sido fermentado e está ganhando força em todo país. Artigos, livros, editoras, jornalistas em TV aberta, redes sociais, estão dando uma nova direção a voz conservadora que até então não tinha representantes em tais segmentos.  Evidentemente esse trabalho que muitos sequer ousam admitir, outros tantos por falta de firmeza intelectual torcem o nariz em uma suposta atitude de superioridade que não enganaria um olhar mais atento, acabam por reforçando a ideia de que são “santos com pés de barro” vivendo desonestamente de salários pagos pelo contribuinte para desenvolverem um trabalho flagrantemente de desnorteamento intelectual via uma adesão ideológica irrefletida. 

Admitindo ou não, o conservadorismo nunca saiu daqui, sempre esteve escancarado nas ações do povo para quem quisesse ver, sem cerimônias. A alma do povo brasileiro foi durante um bom tempo vilipendiada pela ameaça da fome, mas que porém, ergue-se aos poucos mostrando-se heroica em momentos onde jamais pensaríamos. Como diria Joaquim Osório “Verás que um filho teu não foge a luta, nem teme, quem te adora a própria morte”, não será por 12 anos te violência cultural que o povo brasileiro deixará de ser quem é.

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